A existência do enxofre no combustível diesel fóssil é originada da matéria prima petróleo. Dependendo da origem do petróleo bruto está contida uma quantidade diferente de enxofre, que terá que ser separada dos outros componentes do combustível através de um processo de dessulfuração durante o processo de refino.
A redução do teor de enxofre no combustível é um processo que acontece mundialmente por motivos de proteção ao meio ambiente.
Normalmente, normas de combustíveis contêm um limite para o teor de enxofre máximo admissível. Porém, um teor mínimo não é necessário para a operação técnica e, por isso, também não exigido.
Motores diesel MB estão adequados para combustíveis diesel, que correspondem às respectivas exigências nacionais (na Europa EN 590) dos mercados liberados.
Teor de enxofre na EU
No decorrer dos últimos anos, o teor de enxofre no combustível diesel foi continuamente reduzido. Entretanto, o valor limite é de no máximo 10 mg/kg e, com isso, o combustível diesel na Europa é considerado livre de enxofre. Do ponto de vista técnico, não existem objeções contra a operação com um combustível diesel com um teor de enxofre menor. Portanto, este é bem-vindo por motivos de proteção ao meio ambiente. Dentro da EU, combustíveis diesel livres de enxofre são exigidos desde o dia 1 de janeiro de 2009.
Teor de enxofre em outros países
Em muitos países também atualmente ainda são costumeiros valores em torno de 0,3 % peso, em alguns países existem valores de enxofre antes como depois em torno de 1,0 % peso e superiores. A Folha 136.1 e 136.2 mostra para orientação a lista (não completa) os teores de enxofre mundiais no combustível diesel, dividida em classes.
Efeitos do enxofre sobre a tecnologia geral de depuração dos gases de escape
Aqui deve-se entender ou nenhum pós-tratamento dos gases de escapamento ou apenas um pós-tratamento dos gases de escape por meio do catalisador de oxidação.
Com um teor de enxofre de > 0,3 % de peso no combustível diesel é influenciada negativamente a vida útil do motor. Na combustão, surge bióxido de enxofre, que em conjunto com a água forma o ácido sulfúreo, provocando o desgaste corrosivo, principalmente, na operação do motor frio. Uma solução neste caso é possível com óleos para motor com efeitos altamente alcalinos e intervalos de troca de óleo reduzidos.
Teores de enxofre acima de aprox. 0,5 % de peso são considerados como condições de serviço severo. Sob correspondentes condições de serviço e na utilização de um catalisador de oxidação é determinada um aumento forte da massa de partículas em dependência do teor de enxofre do combustível. Isso é originada da oxidação catalítica do dióxido de enxofre formado para trióxido de enxofre e a relacionada emissão de sulfatos respectivamente de ácido sulfúrico, adsorvido nas partículas de fuligem.
Efeitos do enxofre sobre a tecnologia mais avançada de depuração dos gases de escape
Entre estes, deveriam por exemplo, ser enviados os catalisadores acumuladores de NOx a base de cerâmica/metal nobre ou o "sistema CRT" para a redução de partículas.
Estes sistemas exigem para o seu bom funcionamento um combustível diesel livre de enxofre (< 10 mg/kg). Nos dois casos o trióxido de sulfeto formado do enxofre no combustível perturba a transformação catalítica das matérias nocivas, onde adicionalmente fica bloqueado irreversivelmente o catalisador acumulador de NOx com a formação de sulfatos de cerâmica.
Medidas de acompanhamento
Em caso de combustíveis diesel com teor de enxofre muito baixo, deve ser especialmente observado o poder lubrificante (vide parágrafo "Poder lubrificante" folha 131.0). Devido ao processo de dessulfuração são pioradas significativamente as características de lubrificação do combustível diesel e elas terão que ser reajustadas por meio de uma aditivação correspondente.