Combustíveis parafínicos consistem de alcanos quase totalmente e, portanto, são livres de aromáticos e enxofre. Ao lado dos alcanos lineares e ramificados, há também parcialmente, cicloalcanos. Devido à composição química, há uma diferença entre as propriedades dos combustíveis parafínicos e os combustíveis diesel regulares, as quais são especificadas, na Europa, sob a EN15940. As maiores diferenças entre combustíveis parafínicos e combustíveis diesel convencionais são um maior índice de cetano, uma capacidade volumétrica de energia mais baixa e uma densidade menor.
Análogo ao combustível diesel, conforme EN 590, o combustível parafínico biodiesel (conforme FAME EN 14214) é adicionado com um volume de até 7 Vol.-%.
Para assegurar uma diferenciação no mercado para os clientes, é recomendado um esclarecimento informativo na venda, de que se trata de um combustível parafínico puro (100 %). Quando se trara de um combustível puro, ele é geralmente encontrado em veículos utilizados em frota. Quando se trata de um componente misturado, em contrapartida, ele já está sendo utilizado no mercado.
Dois combustíveis parafínicos são geralmente diferenciados com base no método da formulação:
Diesel parafínico por meio da hidrogenação
O passo central de produção para a fabricação desse combustível exige hidrogenação, ou seja, reação química da matéria prima com o hidrogênio. Esse processo de fabricação pode ser implementado tanto em uma instalação independente quanto, adicionalmente, em um processo de refinação já existente (Co-Processing). Frequentemente, a abreviação HVO, a qual é derivada da designação em inglês para óleo vegetal hidrogenado (Hydrotreated Vegetable Oil), é utilizada como sinônimo para combustível parafínico produzido por hidrogenação. Atualmente, no entanto, óleo vegetal, gordura animal e outras matéria primas são utilizadas para a fabricação, e a designação HDRD (Hydrogenation Derived Renewable Diesel) é, portanto, utilizada como um termo geral para este tipo de combustível.
Combustível Fischer-Tropsch – (XtL)
Para a fabricação, é produzida uma mistura de monóxido de carbono e hidrogênio gerada a partir da matéria prima, conhecida como gás de síntese. Nos passos seguintes, o processo de nome Fischer-Tropsch, que se trata de um combustível, é formado por um gás de síntese através da unidade de corrente. As designações geralmente usadas, referem-se às utilizadas para a produção de matéria prima de gás de síntese: Carvão - coal do liquid (CTL), gas - gas to liquid (GTL), biomassa - biomass to liquid (BTL).
Utilização de combustíveis parafínicos em motores de automóveis Mercedes-Benz
Motores de automóveis Mercedes-Benz não são liberados para a utilização de combustível parafínico puro (100 %). Enquanto componentes misturados em combustível diesel regular, os combustíveis parafínicos são aplicados por empresas petrolíferas de modo comum atualmente. Contanto que o combustível diesel cumpra a norma EN 590 na mistura de combustíveis conforme EN 15940, qualquer quantia pode ser completamente utilizada em motores de automóveis Mercedes-Benz. Os combustíveis parafínicos biogênicos (por ex: HVO e BtL) têm, em contraste ao biodiesel (FAME), uma habilidade excelente de oxidação e estabelecem, portanto, uma boa alternativa de componentes de mistura.
Utilização de combustíveis parafínicos em motores de veículos comerciais Mercedes-Benz
Os motores de veículos comerciais Mercedes-Benz com fase de emissão da norma EuroVI das séries OM934, OM936, OM470, OM471 e aOM473 mais nova geração são liberados para combustíveis parafínicos conforme EN 15940.
Para aplicações da norma Off-Highway fase V, as séries OM934, OM936, OM470 e OM471 são liberadas para combustíveis parafínicos conforme EN 15940.