Tipo | 124.004 |
Observação prévia
Motores diesel MB estão originalmente equipados para combustíveis diesel, os quais correspondem às exigências nacionais assim como europeias. Outros combustíveis normalmente não estão previstos.
No sentido da utilização de futuros combustíveis brutos e apoio para a agricultura nacional foi discutida nos últimos anos a possível introdução de "combustíveis Biodiesel". Estes "Biodiesel" são vistos quimicamente na maioria como óleos vegetais, os quais foram transformados por uma reação química nas correspondentes misturas de "óleo vegetal" (FAME).
Sendo que são utilizadas as mais diferentes abreviaturas para descrever os combustíveis Bio-Diesel, aqui segue um pequeno "Glossário":
O termo genérico FAME Ésteres metílicos de ácidos graxos será utilizado futuramente na normatização da União Europeia.
PME óleo vegetal de ácidos graxos topo éster metílico do termo anteriormente utilizado nos países de língua alemã.
Colza RME óleo de ácido gordo específico "orgânico metil éster de combustível diesel" a partir de óleo de colza.
Óleo vegetal quimicamente inalterado (p. e. óleo de colza, óleo de soja, óleo de girassol, etc.) não pode ser utilizado em motores diesel da Mercedes-Benz. Isto vale independentemente do grau de pureza do óleo vegetal. Em comparação com óleo diesel convencional, os óleos vegetais possuem peso molecular muito alto, da onde resultam algumas propriedades desfavoráveis:
Ponto de ebulição muito alto (preparação da mistura incompleta)
parcialmente (no aquecimento) Decomposição sob coqueificação
Alta viscosidade, etc.
A utilização de óleos vegetais não alterados quimicamente pode, em pouco tempo, levar a graves danos permanentes. Motivos para a danificação do motor são principalmente: aparecimento de coqueificação dos bicos injetores, da superfície da câmara de combustão, das ranhuras do anel do êmbolo, das perfurações de passagem de óleo, etc.). .
No texto a seguir, o qual trata de matéria do éster modificado, nós assinalamos o "combustível bio-diesel" em acordo com as atividades de normalização europeia como "FAME" (óleo vegetal), embora nossa experiência basicamente se restrinja ao RME. O FAME poderá ter o seu futuro como combustível nicho e ser utilizado onde são exigidos recursos ecológicos especiais (por ex. em regiões de proteção de mananciais).
Deve ser tomada uma decisão entre operação com 100 % FAME e uma mistura de FAME ao combustível diesel convencional. Os itens abaixo citados de 1 até 3 referem-se a 100 % FAME; misturas são tratadas sob o item 4.
1 Status de liberação
Uma liberação geral no setor dos veículos de passeio não é possível devido à incompatibilidade dos materiais. A partir de 8/99 para os tipos individuais, E 200/220 D assim como CDI, C 200/220 D ou CDI - independente da respectiva designação do motor - estará disponível como execução especial uma versão utilizável com FAME. Os veículos mencionados possuem principalmente outros elastômeros resistentes no sistema de combustível e de injeção. Porém, em conjunto com o estágio de gases de escape EU 4, esta versão especial com FAME não pode ser oferecida por motivos que estão ligados ao pós-tratamento dos gases de escape.
Maiores detalhes, principalmente sobre peças de reposição válidas para esta execução, podem ser obtidas no Serviço de Informação 00.40-P0005A de 30.3.2000.
A liberação dos motores MB de veículos comerciais e industriais para operação com FAME é regulamentada por informações de Serviço (STIN, por ex. nº 00.002800S), as quais ficam à disposição dos serviços externos; elas descrevem o status de liberação em relação ao tipo do veículo, ano de fabricação, eventuais medidas de transformação necessárias, entre outros para veículos SK, MK, LK, ônibus, utilitários e Unimogs.
2 Situação técnica
2.1 Valores de motor
Em comparação com a operação do combustível diesel vale para os valores dos motores operados com FAME:
O consumo volumétrico de combustível é um pouco superior devido ao baixo valor calorífico.
A potência nominal é um pouco mais baixa devido à viscosidade mais alta e ao baixo valor calorífico.
As emissões com injeção direta (caminhões, ônibus) são igualmente baixas. A fumaça preta é sensivelmente mais baixa. Poucas vezes são observados elevados valores de NOx.
Em condições de trabalho desfavoráveis, principalmente em longos períodos de marcha lenta, pode surgir um odor não costumeiro. A utilização de um catalisador de oxidação reduz sensivelmente as emissões de HC, CO e de partículas, bem como o odor.
2.2. Combustível
Os itens 1 até 3 desta folha valem para FAME puro, não para misturas de FAME e combustível diesel. Porém é admissível aplicar nos veículos liberados para FAME alternadamente FAME ou combustível diesel sem medidas adicionais. Para as misturas de FAME com combustível diesel vide item 4.
O combustível, bem como em misturas, deve atender às exigências do projeto de norma EN 14214.
É especialmente importante atentar para o atendimento da EN 14214, porque a operação com combustível de qualidade inferior pode causar distúrbios de funções e avarias.
2.3 Óleo para motor
Referente ao descarte, vale em geral:
Nem todos os fabricantes podem processar óleos de motor à base de subrefinado que apresentam um determinado teor de FAME. O cliente deveria entrar em contato com o seu comerciante de óleo usado sobre o assunto.
2.3.1 Automóveis
São válidos os mesmos intervalos de troca de óleo que para combustível diesel.
Substituir o filtro de combustível a cada 1.000 até 5.000 km, assim como a cada 30.000 km.
Em um funcionamento mais longo com combustível diesel (> 10.000 km), após alteração para FAME deve ocorrer uma troca do filtro de combustível (com 1.000 - 2.000 km).
Veículos que foram alterados para FAME e ficaram parados mais que duas semanas, devem ser inicialmente alternados para combustível diesel e rodar no mínimo 30 minutos.
Em temperaturas abaixo de -10° C recomenda-se utilizar combustível de inverno costumeiro.
2.3.2 Veículos comerciais
No funcionamento (B100) devem ser utilizados óleos de motor conforme a instrução de utilização de combustível 228.3/.31/.5/.51. Os reduzidos intervalos de troca de óleo com combustível FAME estão indicados na Informação de Serviço SI 00.40-N0008A de 12.05.2009 para todos motores de utilitários.
2.4 FAME - Resistência dos componentes
Automóveis:
O material das mangueiras e juntas de elastômeros na alimentação de combustível deve ser trocado para borracha fluoretada; a disponibilidade de tais peças está assegurada para determinados tipos (vide "estado de liberação"). Detalhes são regulamentados nas Informações de Serviço mencionadas no item 1).
Veículos comerciais:
Em diversos tipos de veículos no funcionamento normal nem todos os componentes são resistentes contra FAME, principalmente os de elastômero. A apropriação para operação com FAME deve ser verificada, por motivos de segurança de funcionamento e de segurança de tráfego, para cada tipo de veículo e pode, caso necessário, ser assegurada em vários casos por meio de modificações. Detalhes são regulamentados nas Informações de Serviço mencionadas no item 1).
2.5. Diversos
A questão da resistência ao frio/partida a frio não está solucionada. Respectivamente de acordo com o veículo e com o motor podem ser necessárias instalações de pré-aquecimento do combustível em temperaturas negativas.
FAME é um solvente muito bom. Por isso, quando do abastecimento deve-se evitar o contato com a tinta do veículo.
3 Situação jurídica
3.1 Norma de combustíveis
Para FAME como combustível diesel é válida a norma EN 14214, edição de. 02/2009.
3.2 Aprovação geral de funcionamento
A potência nominal com operação com FAME pode cair mais que 5 % da indicação do fabricante. Com isto, a homologação de operação não fica invalidada.
4. Misturas de FAME com combustível diesel-óleo mineral
4.1 Indicação normativa
Do ponto de vista político (Comissão da União Europeia), deve ser encorajada a utilização de biocombustíveis. A partir disso, a mistura de até 7% do volume de FAME conforme EN 14214 foi expressamente autorizada na revisão atualmente válida da EN 590 de 2009 na DIN 51628 alemã e na ÖNORM 1590 austríaca.
4.2 Implicações técnicas
As regulamentações prescritas nos itens 4.1 pressupõem que todos os veículos no mercado europeu possam operar em serviço permanente com até 7 % de volume de FAME sem prejuízos para o cliente e para o meio ambiente. Isto não é assegurado completamente.
Conforme afirmação do ACEA (Associação das Indústrias de Automóveis Europeias) uma concentração de 7% de volume de FAME pode ser tolerada, embora existam certos riscos em sua utilização em veículos antigos. Condição prévia, no entanto, é que a mistura na sua totalidade corresponda à norma EN 590:2009 e a parcela de FAME corresponda à EN 14214. Maiores concentrações de FAME devem ser identificadas e evitadas em veículos não adaptados.
4.3 Situação fora da União Europeia
Devido à elevação dos custos da energia primária (preços do óleo cru) em muitos mercados a opção de combustíveis baseados em óleos vegetais é progressivamente avaliada como positiva. Contudo, fora da Europa são servidos como combustível bruto na maioria das vezes óleos vegetais como óleo de palma, óleo de soja ou outros, e também no lugar de metanol as vezes etanol utilizado para modificar o éster. Os metileno ou etileno etil éster daí resultantes têm, em regra, outras propriedades de combustível como o óleo vegetal de colza. Também a EN 14214 somente é válida na União Europeia, a análoga ASTM 6751 (EUA) descreve a qualidade não comparável e a mistura resultante não foi testada por nós. Misturas obrigatórias em um estado americano (Minnesota) causaram problemas consideráveis no campo.
4.4 Aperfeiçoamento dentro da União Europeia
De acordo com as prescrições correspondentes à recomendação da União Europeia, dentro da União Europeia será buscado um aumento da participação de componentes renováveis de 10% (energeticamente) no combustível.