gf0710p1020orb

Diagnóstico on-board, função

Tipo gf · tema 07.10 · versão 0100 · 2014-11-01

Válido para: MOTOR 626 no Tipo 205

Onde se situa

Grupo funcional 1 Motor › 07 Preparação da mistura › 07.10 Comando/regulagem do motor eletrônicos — Série 205

Também válido para motores/caixas de velocidades: 626 ***

GF07.10-P-1020ORB

Diagnóstico on-board, função

12.6.14

MOTOR

626 no Tipo 205

Pré-requisito funcional do Diagnóstico On-Board Europeu (EOBD) geral

Borne 87M (unidade de controle do motor LIGADO)

Diagnóstico On-Board Europeu geral

É usado um sistema de diagnóstico on-board da segunda geração (OBD II). Na Europa, o OBD II, com adaptações correspondentes para o mercado europeu, é denominado diagnóstico on-board europeu (EOBD). O sistema EOBD está integrado no módulo de comando CDI (N3/9) e tem as seguintes tarefas:

Controlar durante a rodagem os componentes e sistemas relevantes para os gases de escape

Determinar e memorizar falhas de funções

Transmitir falhas verificadas através de uma interface unificada (acoplamento de diagnóstico (X11/4)) para um aparelho de diagnóstico (p.ex. XENTRY Diagnostics)«

Indicar as falhas de funções através da lâmpada piloto do diagnóstico do motor (A1e58)

Com o OBD procura-se alcançar os seguintes objetivos:

Garantir emissões permanentemente baixas de gases de escape

Proteger os componentes em perigo (como por ex. catalisador) contra ignição deficiente

Os seguintes componentes e sistemas são controlados:

Passagem do ar de aspiração

Sistema de combustível

Sistema incandescente

Retorno dos gases de escape

Controle de suavidade da marcha lenta

Sonda lambda

Aquecimento da sonda Lambda

Filtro de partículas diesel

Sistema AdBlue®

Outros componentes relevantes à emissão ou sistemas cuja falha venha impedir o diagnóstico de um outro componente

Sequência de funcionamento do Diagnóstico On-Board Europeu (OBD)

O OBD é descrito nos seguintes pontos:

Sequência de funcionamento da identificação de falhas

Sequência de funcionamento do método de teste

Sequência de funcionamento do monitoramento cíclico

Sequência de funcionamento do monitoramento contínuo

Sequência de funcionamento do código de prontidão (código readiness)

Sequência de funcionamento da memorização de falhas

Sequência de funcionamento da prevenção de falhas sequenciais

Sequência de funcionamento do armazenamento de dados periféricos de erros

Sequência de funcionamento mensagem de erro

Sequência de funcionamento para ler memória de falhas

Sequência de funcionamento de exclusão de falhas

Sequência de funcionamento da identificação de falhas

O módulo de comando CDI verifica automaticamente a plausibilidade e seus sinais de entrada e saída e reconhece possíveis falhas.

As falhas e seu armazenamento são diferenciados da seguinte maneira:

Falha permanentemente presente

Contato frouxo que surgiu durante uma viagem

As seguintes falhas são identificadas em frequência e duração:

Sinais acima ou abaixo do valor limite (p. ex.curto-circuito, interrupções de cabos, sensor defeituoso)

Combinação não lógica de diversos sinais

Circuito regulador no limite inferior ou superior do intervalo de regulagem

Falhas nas cadeias de ações (seqüências defeituosas de teste, p. ex., no controle de suavidade da marcha lenta)

Mensagem de erro através do CAN

Sequência de funcionamento do método de teste

No método de teste é diferenciado entre teste de componentes e teste da cadeia funcional.

Teste de componentes

O teste de componentes é o teste direto de um componente. Ele abrange:

Supervisão da alimentação de tensão e dos circuitos de corrente

Ajuste dos sinais de sensores com outros sinais de sensores e valores comparativos armazenados

Nesse processo pode haver três resultados de teste:

Sinal existente (teste aprovado)

Sinal inexistente (falha)

Sinal existente mas não plausível (falha)

Teste da cadeia de ação

O teste de cadeia de ações é o teste indireto do efeito de uma alteração controlada.

Nesse processo são examinados componentes e sistemas individuais que não podem ser controlados por meio de um teste de componente.

A cadeia de ações é uma sequência controlada de causa e efeito.

O módulo de comando CDI ativa um ou vários componentes (causa) e avalia os sinais de sensores resultantes (efeito). Nesse processo, o módulo de comando CDI compara os sinais de sensor com valores comparativos armazenados e dessa forma identifica o funcionamento perfeito ou falha de componentes e sistemas.

Através de testes de cadeia de ações são monitorados:

Controle de suavidade da marcha lenta

Retorno dos gases de escape

Aquecimento da sonda Lambda

Sequência de funcionamento do monitoramento cíclico

Monitoramento cíclico é feito em componentes e sistemas que não estão permanentemente ativos. A regeneração ocorre, por ex. somente na operação de serviço na faixa de carga parcial e pode ser monitorada, portanto, somente nessa fase operacional.

Os seguintes sistemas e funções são vigiados ciclicamente:

Sistema de combustível

Retorno dos gases de escape

Controle de suavidade da marcha lenta

Sonda lambda

Aquecimento da sonda Lambda

Regeneração

Sequência de funcionamento do monitoramento contínuo

Monitoramento contínuo significa o monitoramento permanente, da partida do motor até "Ignição DESLIGA".

Os seguintes sistemas e funções são vigiados continuamente:

Passagem do ar de aspiração

Sistema incandescente

Filtro de partículas diesel

Sistema AdBlue®

Respiro do bloco do motor

Todos os demais componentes relevantes a emissões

Sequência de funcionamento do código de prontidão (código readiness)

Para poder fazer uma afirmação, na leitura da memória de falhas, sobre a isenção de falhas de componentes e sistemas ciclicamente monitorados, deve haver a prontidão para teste de tais componentes e sistemas. A prontidão para teste de um componente ou sistema é representada pelo código readiness. Através do código readiness é reconhecido se testes para a identificação de falhas foram executados pelo menos uma vez e se, desta forma, o componente ou o sistema é ativo.

A prontidão de teste é apurada pelo menos um vez por trajeto completo e, em caso de presença da prontidão de teste, é atribuído o código readiness. Para ativar o código readiness, é suficiente, quando o veículo, no mínimo, uma vez testou todos os componentes pertencentes a um sistema.

O resultado do teste para atribuir o código readiness é sem importância. Isso significa que o código é atribuído mesmo que for detectada uma falha do sistema ou do componente.

O Readiness-Code é atribuído para os seguintes componentes ou sistemas quando o teste desses elementos tiver sido realizado:

Sistema de combustível

Retorno dos gases de escape

Controle de suavidade da marcha lenta

Sonda lambda

Aquecimento da sonda Lambda

Regeneração

Caso não seja dada a disponibilidade para teste de alguns sistemas ou componentes, esta pode ser estabelecida com o aparelho de diagnóstico. Para isso, a sequência de cadeia de ações é iniciada manualmente através de um item no menu do software.

Ao apagar o código de falhas são reiniciados todos os códigos readiness automaticamente.

Sequência de funcionamento da memorização de falhas

As falhas relevantes aos gases de escape do trajeto completo atual e do anterior, que estão sendo determinadas no momento, são armazenadas provisoriamente até sua confirmação (ocorrência em dois trajetos completos subsequentes) na forma de um código de falha, o assim chamado DTC (Diagnostik Trouble Code), no OBD. Se a falha determinada ocorrer em dois trajetos completos subsequentes, o código de falha será armazenado na memória de falhas do módulo de comando CDI após o término do segundo trajeto completo.

Ciclo de condução

Um trajeto completo é constituído pela partida do motor, a marcha do veículo e o desligamento do motor, sendo que durante a marcha deve ocorrer uma elevação da temperatura do líquido de arrefecimento em pelo menos 22 °C para no mínimo 70 °C.

Sequência de funcionamento da prevenção de falhas sequenciais

Caso seja detectado e memorizado um sinal defeituoso, todos os testes, para os quais é necessário este sinal como grandeza de comparação, são cancelados (o chamado bloqueio transversal). Assim será impedida a memorização de falhas sequenciais.

Sequência de funcionamento do armazenamento de dados periféricos de erros

Adicionalmente à falha ocorrida, são armazenadas as condições operacionais, os assim-denominados dados periféricos de falhas (Freeze Frame Data).

Se a falha ocorrer uma segunda vez, serão armazenados também esses dados periféricos de erro. Caso a falha continua ocorrendo, serão atualizados os últimos dados periféricos de erro armazenados. Podem ser lidos, portanto, dados periféricos de erros da primeira até a última ocorrência de uma falha.

Dados periféricos de erros são p. ex.:

Velocidade do veículo

Rotação do motor

Temperatura do líquido de arrefecimento

Temperatura do ar de aspiração

Temperatura do ar de sobrealimentação e pressão turbo

Tensão de alimentação

Situação do motor

Valor de adaptação da regulagem de injeção

Sequência de funcionamento mensagem de erro

A luz de aviso do diagnóstico do motor no instrumento combinado (A1) é ativada pelo módulo de comando CDI através do CAN de acionamento (CAN C1), pelo módulo de comando do trem de força (N127), FlexRay do trem de rodagem (Flex E), pelo módulo de comando do contato de ignição eletrônico (N73) e do CAN da interface de usuário (CAN HMI). Se uma falha ocorrer em dois trajetos completos seguidos, a lâmpada piloto de diagnóstico do motor acenderá. Em falhas de ignição que danificam o catalisador, a lâmpada piloto diagnóstico do motor emite uma luz intermitente enquanto ocorrem as falhas de ignição e acende depois de forma permanente por todo o trajeto completo (restante).

A mensagem de erro através da luz de aviso do diagnóstico do motor apaga automaticamente após 3 trajetos completos sequenciais sem falha.

Sequência de funcionamento para ler memória de falhas

O módulo de comando CDI é conectado através do CAN de acionamento, o módulo de comando do trem de força, do FlexRay do trem de rodagem, o módulo de comando do contato de ignição eletrônico e o CAN de diagnóstico (CAN D) com o acoplamento de diagnóstico (X11/4). Códigos de falhas armazenados e cujos dados periféricos de erros, assim como readiness codes, podem ser lidos com aparelho de diagnóstico comum ou XENTRY Diagnostics com a “ignição LIGADA” ou durante o funcionamento do motor, através do acoplamento de diagnóstico.

Sequência de funcionamento de exclusão de falhas

Falhas armazenadas são apagadas automaticamente da memória de falhas somente após 40 trajetos completos seguidos sem falhas. Entretanto, eles também ser apagados após um reparo com um aparelho usual de diagnóstico ou Xentry Diagnostics.

Esquema elétrico de funções do diagnóstico on-board

PE07.10-P-2720-97FBF

Visualização geral dos componentes do sistema injeção diesel por galeria comum (CDI)

GF07.16-P-9997ORB

Documentos referenciados